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Influência da densidade do carvão vegetal na metalsiderurgia

Quanto mais denso o carvão vegetal, melhor e mais eficiente o processo produtivo Dissertação de mestrado defendida no Departamento de Engenharia Florestal da UFV avaliou e quantificou a influência da densidade do carvão vegetal nos custos de produção das ferroligas, mais especificamente do Silício Metálico (Si Met). O estudo questionou a densidade do material genético florestal utilizado na carbonização sobre os custos de produção do processo metalsiderúrgico. Além disso, identificou e descreveu, por meio de literatura, entrevistas a experts e série histórica, as consequências operacionais ao se usar carvão de baixa densidade na indústria. Embora o estudo tenha sido realizado com dados de uma indústria de silício, acredita-se que os resultados são análogos a todas as metalúrgicas, assim como, não são diferentes também na siderurgia ? trabalho que será desvendado mais quantitativamente no doutoramento da autora deste estudo. Apesar da eficiência na produção de Si Met depender de vários fatores, entre eles, a qualidade das matérias-primas, dos equipamentos e da competência gerencial, notou-se que a densidade do carvão vegetal, ceteris paribus, é um dos mais impactantes. Mesmo assumindo que o processo de fabricação do Si-Met se mantenha constante ou inalterado, não adiantaria ter a garantia da qualidade da matéria-prima e dos equipamentos, se não há bom gerenciamento, ou não adianta ter boa gestão se a matéria-prima não tem qualidade. Ou seja, de nada vale um carvão denso se a operação for inadequada e vice-versa. Num ambiente sob condições operacionais ideais, ao relacionar o consumo de energia elétrica com a quantidade (Ton/mês) de silício produzida, obteve-se um consumo de 13,37 e 10,87 MWh/Ton de Si Met com carvão vegetal de 199 e 230 kg/mdc, respectivamente. Considerando o consumo intensivo de energia e a variação no preço desta, o custo da ineficiência por se usar carvão de menor densidade variou, numa empresa de médio porte, de R$ 6 milhões a R$ 61 milhões, conforme a crise energética no País. Concluiu-se que quanto mais denso o carvão vegetal, melhor e mais eficiente o processo produtivo do Silício Metálico, pois, dentro dos fornos, diminui a ocorrência de segregação de carga e a formação de vazios voltaicos, melhora a estabilidade estequiométrica e reduz a quantidade de escória e o consumo de eletrodo e eletricidade. Assim, a densidade do carvão influencia significativamente nos custos de produção, sobretudo o da energia elétrica. Ao optar por carvão de menor densidade, a indústria perde em produtividade e deixa de vender o excedente de energia elétrica, como também, desperdiça a oportunidade de melhor remunerar o produtor florestal. Engenheira Florestal pela Universidade Federal do Paraná e mestre em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). A dissertação foi defendida mediante orientação dos professores doutores Sebastião Valverde e Angélica de Cássia Oliveira Carneiro. Mais informações: engisbaex@gmail.com Fonte MF Rural

Cenibra receberá dois prêmios de destaque nacional em agosto

A empresa foi eleita a melhor no setor de papel e celulose na 14ª edição do Prêmio Valor 1000 A Cenibra foi eleita a melhor empresa do setor Papel e Celulose na 14ª Edição do Prêmio Valor 1000. Iniciativa do Jornal Valor Econômico (São Paulo), o prêmio homenageia as empresas que se destacaram nos 26 mais importantes setores da economia brasileira. O anuário publica também um ranking das mil maiores empresas por receita líquida com base nos balanços consolidados de 2013. Os critérios adotados na análise são: Receita Líquida, Margem Ebitda, Crescimento Sustentável, Rentabilidade, Margem da Atividade, Liquidez Corrente, Giro do Ativo e Cobertura de Juros. Os cálculos do ranking utilizam como base os balanços divulgados pelas empresas ou os dados de receita informados. A Cerimônia de premiação acontecerá no dia 21 de Agosto, em São Paulo. COMÉRCIO EXTERIORA Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) conferem, anualmente desde 1993, o ?Prêmio Destaque de Comércio Exterior?. Neste ano, a Cenibra foi indicada para receber o Prêmio Destaque de Comércio Exterior ? 2014, na categoria Destaque Exportador ? Gestão de Comércio Exterior. O prêmio tem o objetivo de homenagear as empresas que se destacaram por sua atuação no mercado internacional, bem como iniciativas reconhecidas como de relevante significado no apoio ao comércio exterior de mercadorias e serviços. A entrega da premiação será durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior ? ENAEX 2014, dia 7 de Agosto, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. CENÁRIOO volume de vendas da Cenibra em 2013 foi de 1.202 mil toneladas, valor acima do orçado para o ano. As vendas no mercado externo atingiram 1.127 mil toneladas, correspondendo a 94% do total, enquanto 75 mil toneladas tiveram como destino o mercado doméstico. A demanda por celulose foi forte e consistente ao longo do primeiro semestre do ano, o que resultou no aumento gradual do preço durante esse período. Devido a questões sazonais (queda do consumo durante o verão no hemisfério Norte), os meses de julho e agosto apresentaram quedas nas vendas. A consequência foi uma maior pressão junto aos produtores, o que resultou em queda de preços até meados de setembro. Com a diminuição dos estoques e atraso de projetos previstos para entrar em operação no final do ano, os preços voltaram a aumentar, porém não chegando aos mesmos níveis observados durante o início do ano. Em 2013, os investimentos de capital da Cenibra totalizaram R$ 173 milhões. Os objetivos primordiais dos investimentos foram a redução da estrutura dos custos e o aprimoramento dos processos operacionais, em sinergia com os investimentos em meio ambiente, social e segurança. A receita operacional líquida totalizou R$ 1.544 milhões em 2013, representando um aumento de 17% em relação ao ano anterior. O lucro líquido passou de R$ 145 milhões em 2012 para R$ 238 milhões em 2013. A geração de caixa (EBITDA) ficou em R$ 554 milhões, resultado 55% superior ao valor de R$ 358 milhões do ano de 2012. Todos esses indicadores foram influenciados positivamente pelo aumento do preço médio em dólar e pela desvalorização do real frente ao dólar americano. Fonte MF Rural
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